Quarta-feira, Novembro 25, 2009
Catch
To lie like the others do to me.
To fake like the others do.
To steal like the others do to me.
To act like the others do.
To kill like the others do to me
To bribe like the others do"
(Hellbitat - MindFlow)
Sleep alone to get used to it again. Change tires alone to just learn how to do it. Make my own breakfast to get used to do it again. Change the CDs I hear in my car to forget about it. Cut my hair different just to look at the mirror and don't recognize me. Rent movies I never did just to feel I can do it without approval. Travel around the world without reccomendations. Listen 80's music all the time just to prove I don't need to turn on the radio. Drive just to feel I have some kind of control of my life. Go to a fancy restaurant and pay the bill just to remind me I can. Die my hair and pay for it only cuz' I can.
As you can see, I don't need no one to make me a hell of a catch.
Although, it makes life a little funnier.
Domingo, Novembro 15, 2009
What doesn't kill you...
(...)
Nietzsche, grande pensador que passou tantos malefícios na vida, dizia: "what doesn't kill you, makes you stronger". Concordo. O que eu não concordo é com essa sensação de vazio, o coração acelerado, a dor de barriga e o desprezo pela comida que sinto toda vez que preciso encarar uma situação deveras difícil. Como se chover o domingo inteiro não bastasse...
Eu já passei por isso. Devia saber melhor. Devia ter ficado mais forte. Mas é sempre um baque... é sempre um amálgama de sentimentos ruins, a impotência, a dor, a nostalgia. Vontade de fugir.
Eu, com 24 anos. Vinte-e-quatro-anos. Não sou mais uma menina. Não tenho tempo para esperar alguém mudar de vida e então me acompanhar. Não tenho tempo pra brincadeiras, noites vazias. Não tenho! Daqui pra frente, a vida vai afunilando cada vez mais e é preciso ter sabedoria na hora de tomar certas decisões. Porque o tempo corre... o tempo é implacável.
Fico esperando que alguma coisa mude aqui dentro e eu possa entender melhor essas vicissitudes. Andei lendo um livro daqueles que, em outras épocas, eu repudiaria. É bem interessante. Dá vontade de mudar tudo: o cabelo, o guarda-roupa, o emprego, as músicas que ouço no carro. Mas aqui dentro, Deus, o que falta mudar?
Que idéias é preciso se incutir na cabeça para levar uma vida melhor, mais tranquila? Onde se consegue essa paz de espírito que tanto almejo? Depois de quantas decepções a gente finalmente aprende? HEIN?
Não, não vou chorar. Vou viver um dia após o outro. Vai me incomodar, eu sei. A posse e o ciúme, principalmente esses dois, são ervas daninhas que eu vou arrancar pela raiz do meu jardim. Não quero andar lado a lado com esses dois, nunca mais. Vou arrancar e jogar do outro lado do muro. Vou andar sozinha, eu sei... e escolho andar por onde vão meus pés.... vou sentir frio, medo, saudade e tudo isso. Mas de uma maneira boa, aprendendo. E quando eu voltar, espero ter aprendido não só outra língua, como também a viver a vida apenas por mim, sem necessitar ver aquele sorriso todos os dias pra me impulsionar.
Nessas horas vou olhar no espelho e lembrar que a pessoa mais importante da minha vida sou eu.
# Adeus, menino.
Quinta-feira, Novembro 05, 2009
shitty, shitty life.
It's a shitty life, after all.
Cansada. Tô vendendo a minha alma a preço de qualquer-coisa-sem-valor, em troca na verdade eu não quero dinheiro. Só quero paz de espírito.
Não tenho dúvidas que oficialmente minha vida virou um inferno. E não se trata do inferno astral, que dura cerca de um mês antes do seu aniversário e depois acaba quando finalmente esse dia chega.
O meu inferno parece durar muito mais.
Nem Dante saberia descrever com perfeição a inquietação de espírito que estou vivendo. Sinto que o mundo não foi nem um pouco justo comigo. Ninguém. Nem ele, nem minha mãe, nem minhas amigas, nem meu coração. Não consigo ver saída pra nada e nem mesmo estar escrevendo, o que me ajuda a organizar os pensamentos, está servindo.
Será que eu fiz tão má escolha assim?
Acredito que o pressuposto maior da vida seja o aprendizado. Se não tenho a liberdade de minhas escolhas, provavelmente nunca enfrentarei os entraves necessários para adquirir maturidade, sabedoria e mais outras qualidades interentes à vida adulta (oi, estou velha).
Cercear é um papel para poucos, diria quase que exclusivo dos pais em relação a filhos pequenos, talvez irresponsáveis, talvez sem senso algum.
E eu me pergunto em qual categoria me encaixo, se do subversivo provei tão pouco ou quase nada. Pergunto-me qual preço tenho de pagar, a quantia que devo devolver a quem se acha no direito de opinar, a partir do momento que atendi a todas as expectativas de quem queria ver algo de bom em mim. Deve ser, no entanto, um tanto dificultoso enxergar-me além.
Se eu tivesse três pedidos pra fazer nesse meu aniversário, eu os listaria:
1. Adiar o dia 6 de novembro em duas semanas, aproximadamente;
2. Colocar um chip na cabeça da minha mãe;
3. Não ter de trabalhar até de madrugada no dia que, em tese, deveria ser meu.
I feel like giving up.
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
Looking for a painkiller.
“Não importa quanta merda aconteça, eu sei que vou ficar bem”.
Sinto um tanto surreal ler isso, que veio na época de uma pessoa de 19 anos. Talvez o linguajar deixe a desejar, mas a idéia é boa...
Depois de refletir, sento. Meu rosto continua vermelho e eu odeio o fato de chorar e sempre ficar com o nariz igual o de rena de papai Noel.
Ouço musicas que sempre enlevaram meu astral, principalmente aquelas que deixei de ouvir por castração alheia.
Procuro meus DVDs do Sex and The City, que são fortes painkillers.
Jogo tudo de dentro da minha gaveta: as blusas, as cuecas, as meias. Tudo vai pro chão da cozinha ainda sem destino certo.
Também não vou à cozinha para me deparar com essas peças.
Ligo a televisão a procura de um programa satisfatório. No momento, pouca coisa satisfaz. Então não adianta.
Não posso ter tempo vago pois senão meus pensamentos me traem e eu já avisei a eles que não posso pensar sobre isso. Não quero. Senão o processo fica mais difícil.
Deito, agora escrevo. Chego à conclusão: esses truques externos não ludibriam meu coração, porque continuo precisando de um painkiller bem forte.
E eis que a resposta vem de uma maneira tão bonita, tão sincera e de uma pessoa tão próxima: eu mesma.
Porque encontrei algo que eu mesma escrevi e havia esquecido:
“Existe algo que eu preciso dizer: você está mal, chorando, ou apenas desgostoso da vida. Ficar sozinho numa situação dessas é realmente difícil – e eu digo isso com conhecimento de causa – e até acredito que passar por essa dor seja necessário para o crescimento pessoal. Tudo que vem depois do coração ter afrouxado fica mais fácil.
Mas nunca é tão difícil quando os amigos estão presentes... eles até fazem espairecer pensamentos a respeito dos futuros entraves indispensáveis que teremos de passar quando a festa acabar, a luz apagar e a cama ficar mais sozinha.
Isso tudo eu falei pra dizer que eu tô feliz. Não sinto necessidade de me prender a vícios para me enganar; não sinto vontade de falar mal dos outros que me fizeram mal. Acredito que muitos me ensinaram bastante coisa. A maioria padeceu por motivos fortes e não fazem falta ou atormentam-me de forma alguma”.
Às vezes eu me surpreendo comigo mesma... e a minha capacidade de se recuperar.
Deus, meu bom Deus que sabe que falta apenas 7 dias para eu fazer 24 anos – ele sim sabe o que é melhor pra mim. Enquanto isso, eu faço a minha parte: espero, creio e conto com a ajuda dos amigos.
É isso.
Terça-feira, Outubro 27, 2009
Guess I'll hang my tears out to dry
I'm just as blue as the sky...
Since love has gone can't pull myself together
Guess I'll hang my tears out to dry.
Friends ask me out... I tell 'em I'm busy
I must get a new alibi.
I stay at home and ask myself: "Where is he?"
Guess I'll hang my tears out to dry.
* bom período frutífero vem aí pela frente.
Quarta-feira, Outubro 21, 2009
jazz...
Ouvir música boa sempre é melhor.
Ouvindo "Guess I'll Hang My Tears Out To Dry" eu de fato consigo me imaginar andando por uma calçada molhada de Nova York. Ah... que sonho...
Recomendo: "Quiet Nights", da Diana Krall e "Duets" do Frank Sinatra.
Segunda-feira, Agosto 03, 2009
"Me sinto melhor agora..."
Sair 8h30 de casa, às vezes 8h35, 8h40.
Dirigir observando a mesma paisagem já cansada. As mudanças ficam somente por conta das obras do governo que, no momento, mais atrapalham do que ajudam. Fica difícil ver algum benefício além. Além do que aquela confusão.
"Fica difícil ver algum benefício além da confusão..."
Penso nisso enquanto dirijo.
Na verdade o que incomoda é imaginar como as coisas se mostram estranhamente calmas depois da tempestade. As situação não é cômoda. Ela é mascarada pela falsa comodidade. A falsa aceitação: vamos fingir que está tudo bem para não gerar mais confusão.
Mas nem o coração, nem a lembrança mentem.
Basta um fio de memória para borrar a linha entre o cômodo e o sentimento de angústia. Precisa de tão pouco para isso acontecer...
Me faz pensar que é na atual situação é muito mais fácil ficar triste do que feliz. Pior: por escolha própria.
Volto e volto e volto os três primeiros segundos da música "Pursuit of Happiness", do Nuno Bettencourt, só pra ouvir ele falando: "I feel better now".
Dá pra me enganar com isso. Me sinto melhor agora.
"Força para vencer meus medos, ainda que a maré esteja alta.
Estou nadando de volta para a vida outra vez e abaixo.
(...)
Aprender o que fazer à medida que as coisas vão acontecendo, mas não há professor para orientar.
Ansiar, cair ao longo do caminho enevoado
Tão difícil de ver com os meus próprios olhos ...
Pare de olhar para trás
E dê continuidade ao show
É a única maneira, para que assim a vida flua adiante.
Ser o salvador de seus próprios,
Ninguém vai te dar brilho,
É uma coroa que você tem de construir sozinho"
(2nd Dawn)