Sexta-feira, Maio 22, 2009

Dúvida

Os impropérios que falamos quando estamos com raiva...

São merdas que cuspimos porque estamos de cabeça quente
ou
São verdades que ficam entaladas na garganta e explodem?

suplico que alguém me ajude a desvendar esse questionamento.

...

Terça-feira, Abril 28, 2009

Culpa?

"So you wanna be a rock'n'roll star?
Well listen now to what I say:
Just get an electric guitar and take some time
And learn how to play...
Just learn how to play".
(Counting Crows)

Gostaria que fosse assim descomplicado seguir certos caminhos, tomar certas decisões. E nestes momentos de maior confusão mental, a quem você recorre?

...

À família, aos amigos, ao namorado...?
E quando nenhum destes está disponível, como um servente que corre para atender os caprichos do amo, o que você faz?

...

1. Resolve sozinho;
2. Pede ajuda de estranhos ou menos chegados;
3. Chora;
4. Fica estressado.


Se você acha que a terceira opção é a dos mais fracos, então pode me tirar da sua lista.
Faltam-me forças. Quero poder furar o pneu no meio da noite e não ser crucificada por isso, seja lá se a culpa foi do buraco, se foi da velocidade, se foi do prego.
O pneu furado é só o catalisador de uma situação que se aproxima cada vez mais, à medida que as pessoas se afastam.

Se ter 23 anos e errar é pior do que ter 17 e errar, então assumo: quero voltar a ser criança.
Pelo menos quando eu podia me considerar uma, quando quebrava pratos dentro de casa, mamãe dizia: "Calma, filha. Não tem problema. Não precisa chorar".

Maldito sentimento de culpa que me persegue desde sempre.
Reviravoltas...


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Sexta-feira, Abril 24, 2009

Alto, bem alto.

Well, faz muito tempo que eu não atualizo isso. Vira e mexe eu me dou conta que o meu período literário mais frutífero coincide com o de maior sofrimento. Uns dizem que a dor implica crescimento; pra mim, não só isso, como também um grande número de textos filosóficos e de auto-conhecimento.
De qualquer forma, é uma puta injustiça deixar meu blog desatualizado só porque encontro-me feliz. Não é uma felicidade idealizada, claro. There is no such thing. Digo, parafraseando a Charlotte York (Sex and the City), que posso não ser feliz um dia inteiro, mas sou feliz todos os dias. Mesmo quando, erroneamente, invento de colocar todos os problemas em uma cesta só - o que faz com que uma espécie de lente de aumento recaia sobre eles. Ainda que merdas aconteçam, sempre existe alguma coisa legal pra se segurar.
Então aí vai: estava vasculhando algumas músicas antigas aqui no meu laptop (músicas antigas no sentido de que faz tempo que eu não as ouço, não necessariamente velhas pelo tempo que foram lançadas no mercado). Encontrei umas bem nostálgicas, com destaque para "High", do The Cure. Costumava a classificar essa música como a número 1 para se apaixonar. Ela me foi indicada por um grande amigo, de muito bom gosto, cuja indicação inclusive me faz colocá-la no topo da minha matéria "Trilha Sonora do Amor", publicada no Dia dos Namorados de 2007. Quando eu mesma nem tinha um...
Agora eu entendo o porquê de ter me apaixonado por essa música. Desde o comecinho já dá pra sentir a magia... e as frases entrelaçadas, às vezes bobinhas, mas sinceras. Como se fosse o caso de duas crianças se apaixonando. Quem sente, entende.
Músicas bonitinhas fazem o meu dia melhor ainda que tudo esteja uma bosta.

...

The Cure - High


When I see you sky as a kite
As high as I might
I can't get that high
The how you move
The way you burst the clouds
It makes me want to try

When I see you sticky as lips
As licky as trips
I can't lick that far
But when you pout
The way you shout out loud
It makes me want to start
And when I see you happy as a girl
That swims in a world of magic show
It makes me bite my fingers through
To think I could've let you go

And when I see you
Take the same sweet steps
You used to take
I say I'll keep on holding you
My arms so tight
I'll never let you slip away

And when I see you kitten as a cat
Yeah as smitten as that
I can't get that small
Tthe way you fur
The how you purr
It makes me want to paw you all
And when I see you happy as a girl
That lives in a world of make-believe
It makes me pull my hair all out
To think I could've let you leave

And when I see you
Take the same sweet steps
You used to take
I know I'll keep on holding you
In arms so tight
They'll never, never let you go...

Quarta-feira, Março 04, 2009

...

Talkin' to herself, there's no one else who needs to know; 
She tells herself...

Memories back when she was bold and strong
And waiting for the world to come along
Swears she knew it, now she swears he's gone
She lies and says she's in love with him, 
Can't find a better man
She dreams in color, she dreams in red
Can't find a better man

Can't find a better man.

Quinta-feira, Janeiro 08, 2009

F*cking ex-girlfriends

Mudei de idéia. Pelo menos momentaneante.
Eu quero sim que as ex-namoradas se fodam. Porque elas aparecem em todo o lugar, como baratas, formigas ou qualquer bicho nojento que se profilere sem o meu consentimento. Ainda que feias, ainda que tenham namorados atuais, ainda que estejam em outra cidade, ainda que proclamem não ter mais nenhum interesse no meu... man, não dá. Elas não me convencem. Elas sempre vêm com um jeitinho meloso, educado ao extremo, falando "oizinho" pelo msn, ou quando pior, achando que não tem problema algum em chamar o ex delas (a.k.a MEU atual) de coisas que elas julgam ser apenas "educação". Olha... agora virou educação chamar alguém de amor? Ótimo, então quando encontrar meu chefe ou um professor pela faculdade, vou chamá-los de amor.

(ia ser bizarro demais).

Em toda a história da humanidade eu só consegui ficar amiga de UMA ex-namorada de namorado. Mas porque as circunstâncias me obrigaram a isso. A garota simplesmente começou a namorar meu irmão, ou seja, virou minha cunhada. E não é muito saudável se indispor com cunhada, né? Experiência própria. Claro que quando o namoro deles terminou, nossa amizade também não ficou lá esses barés todos.

Eu sei que soa infantilidade, essas pobre coitadas são apenas pessoas (no meu caso, apenas meninas, jovens demais da conta pra bater boca) que passaram pela vida do namorado. Ninguém tá livre da possibilidade de um dia, sentar no banco das ex's ao lado delas. O negócio é que, enquanto eu to no jogo, eu não aceito nhenhenhem pro lado do meu namorado.

E tenho avisado. >:/

Sexta-feira, Janeiro 02, 2009

Metade da laranja


Então, eu sempre tive um certo temor de casamento. Porque eu sei que as pessoas enjoam umas das outras, acabam identificando maus hábitos e com o tempo eles acabam se tornando repulsivos.
Mas, lá dentro, bem lá dentro, eu guardava aquela pequena ilusão de que quando você encontra a pessoa certa, aquela que te faz um bem imenso... isso tudo iria passar. A ansiedade não ia pegar no pé por você ter medo de perdê-la, e sim, porque você em breve vai vê-la... mesmo que tenha passado a manhã inteira na cama, abraçando, vendo TV, dizendo que ama... quando ela vai embora, dá um aperto... daí as borboletas vêm... e quando ela volta, tudo fica melhor, mais gostoso, mais colorido.

Queria isso tanto quanto tinha medo de um dia conseguir e no outro perder.

Eu juro, juro que às vezes eu duvido do "pra sempre". Às vezes imagino coisas demais, fico viajando sobre o futuro e não tenho certeza de como vai ser. Ultimamente a minha única certeza, no entanto, é de que eu quero uma pessoa específica do meu lado. Sabe como é? Não consigo enjoar do sorriso, do abraço, das manhãs, de nada nadinha. Nem a longo prazo.

Isso me assusta tanto quanto me conforta... nunca foi desse jeito. Tão perfeito.

Em tempos anteriores, eu imaginaria isso como apenas sorte. Ainda iria amaldiçoar todas as ex-namoradas e pensar que tinha ganho na loteria. Elas que se fodam. Mas eu sei que não se trata apenas de sorte: é você ter o que merece. Depois de tanta merda que aconteceu... como eu mesmo achava que a vida era uma merda há exatamente dois anos. Hoje não. Não vou negar que eu tenho medo de que tudo isso vá embora, porque encaixa tão bem, porque é tão perfeito, que eu PRECISO disso a perder de vista.

Hoje eu não quero que ex-namorada nenhuma se foda; quero a felicidade a longo prazo pra mim e pros outros, então só desejo que todo mundo seja agraciado com os mesmos sorrisos que eu dou todos os dias. Com ele, eu juro que casaria sem medo algum.

Nunca é tarde para ser feliz!

Quinta-feira, Dezembro 04, 2008

Natal

Moon river... wider than a mile...



Eu adoro natal... não tem jeito. Tudo quanto é merda acontece comigo principalmente no natal. Uma coisa eu aprendi: se pensamento positivo tem força e o coração dá o jeito dele de se regenerar, eu repito: adoro natal.

O meu esse ano vai ser lindo, no matter what.
Porque o saldo desse ano foi bom... não teve metade dos eventos, confusões e movimentações do ano passado, mas é como diria a Carrie: "I managed to stay exactly where I was: in love"

E isso pra mim vale muito mais que tudo.

(L)